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Sobre Sobredotação...
n
Conceito de sobredotação
n Ideias erróneas...
n Justificar a sinalização e a avaliação
n Características
da avaliação para a sinalização de alunos sobredotados ou talentosos
Conceito de
Sobredotação
Tradicionalmente confinou-se a sobredotação às habilidades
cognitivas (QI), recorrendo-se geralmente aos testes de
inteligência para a sua identificação. Nos dias de hoje,
apesar de não existir consenso, a maioria dos autores
aceita uma definição mais alargada que inclui múltiplas
áreas de capacidade e actividade humana. Desta forma, a
ANEIS integra os seguintes domínios no conceito de
sobredotação:
- Aptidão
Intelectual – inclui capacidades de percepção e
memória, de organização e relacionamento da informação, de
análise e de síntese, de raciocínio e de resolução de
problemas.
- Aptidão
Académica – reporta-se à facilidade nas aprendizagens,
mormente curriculares, nível aprofundado de conhecimentos
ou ritmo acelerado de apropriação das matérias escolares
num ou mais domínios curriculares.
- Aptidão
Artística – traduz as habilidades superiores numa ou
várias áreas de expressão, tais como a pintura, escultura,
desenho, música, literatura ou teatro, por exemplo.
- Aptidão
Social – refere-se às habilidades se comunicação e de
relacionamento interpessoal, compreensão dos sentimentos
dos outros (ajuda) ou organização e liderança de situações
de grupo (liderança).
- Aptidão
Motora – inclui a excelência a nível de coordenação e
expressão motoras, nomeadamente ao nível das actividades
físicas e desportivas em geral.
- Aptidão
Mecânica – reporta-se às habilidades de compreensão e
resolução de problemas técnico-práticos, envolvendo
geralmente manuseio de esquemas, de conceitos e de
equipamentos de índole mecânica, electrónica ou
computacional.
Acrescentam os autores que a sobredotação decorre da
confluência de uma aptidão acima da média e de níveis
superiores de criatividade e de motivação numa ou em
várias das áreas antes mencionadas. Por criatividade
entende-se as habilidades de fluência e flexibilidade de
ideias e soluções, bem como a originalidade das produções.
Por motivação entende-se o envolvimento, entusiasmo e
persistência nas tarefas, o interesse intrínseco pela
aprendizagem e a realização em determinada área ou áreas.
Convém ainda referir a distinção entre sobredotação e
precocidade, pois um desenvolvimento acelerado em idades
mais precoces numa ou mais áreas, nem sempre traduz a
evidência de sobredotação.
Ideias erróneas...
n
A sobredotação é inteiramente inata (ou é
uma questão de treino constante)
n
As crianças academicamente sobredotadas têm
uma capacidade geral que as tornam sobredotadas em todas
as áreas
n
As crianças sobredotadas têm recursos
intelectuais que permitem o seu completo desenvolvimento
por si mesmas
n
As crianças sobredotadas são fruto de pais
ambiciosos e hiper-estimuladores
n
Os alunos sobredotados são melhor
ajustados, mais populares e mais felizes que os alunos
médios (ou forçosamente o contrário)
n
As crianças prodígios serão adultos
eminentes (ou quem não foi prodígio em criança não será
talentoso em adulto)
n
As crianças sobredotadas são provenientes
das classes sociais altas
n
Todos são sobredotados nalguma coisa e
nenhum subgrupo merece apoios específicos
n
Os programas para sobredotados impedem o
desenvolvimento normal destas crianças e mais não
pretendem que criar elites
n
A atenção aos sobredotados é razoável, mas
só depois de outras necessidades do sistema educativo
estarem satisfeitas.
Justificar a sinalização e a avaliação:
n
As diferenças humanas existem,
distribuindo-se de acordo com a “curva normal” (não as
inventamos...);
n
A democratização da sociedade garante e
estimula o direito à diferença;
n
Apoio à família e à escola no
desenvolvimento das potencialidades destas crianças e
adolescentes (Freeman, 1991);
n
Orientação na diferenciação de práticas
educativas;
n
Implementação de programas de
enriquecimento dentro e fora da escola;
n
Evitar qualquer intenção de segregação em
relação aos contextos de vida (e pares), ou de
hiper-estimulação numa determinada área;
n
A identificação não tem como objectivo
último dizer se a criança “é ou não é” sobredotada - a
sobredotação é mais um processo emergente do que um
produto (Treffinger & Feldhusen, 1996);
n
O impacto muitas vezes nefasto de rótulos
na vida das crianças – a classificação de um aluno como
sobredotado, por si só, tem pouco ou nenhum valor
educacional (Feldhusen, 1998).
Características da avaliação para a sinalização de alunos
sobredotados ou talentosos (Almeida & Oliveira, 2000):
•
Multi-dimensional (áreas, dimensões)
•
Multi-referencial (pais, professores, psicólogos e
outros agentes)
•
Multi-método (meios, processos, instrumentos)
•
Multi-temporal (momentos, estádios do desenvolvimento)
•
Multi-contextual (tarefas na escola, em casa, outros
contextos)
•
Multi-etápica (fases ou módulos de apoio)
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